Qual é o melhor tipo de magnésio para o seu corpo?

Qual é o melhor tipo de magnésio para o seu corpo?

 

Como neurocirurgião especialista em dor, convivo diariamente com pacientes que chegam ao consultório com queixas que vão muito além da coluna. Cãibras noturnas que interrompem o sono, tensão muscular crônica que não cede com nada, fadiga que persiste mesmo depois de uma semana de descanso, dificuldade de concentração que começa a atrapalhar o trabalho. Quando investigo o histórico desses pacientes, uma situação se repete com uma frequência que me chama atenção: a maioria já tentou tomar magnésio, não sentiu resultado e desistiu.

Quando pergunto qual magnésio era esse, a resposta quase sempre é a mesma: "Um da farmácia. Não sei o tipo, não li o rótulo."

O magnésio que você toma pode não estar chegando onde precisa

O magnésio é um mineral essencial que participa de mais de 300 processos no organismo: desde a contração e o relaxamento muscular até a condução dos impulsos nervosos, a produção de energia dentro das células e a regulação do sono. Quando os estoques estão baixos, o corpo começa a cobrar isso de formas que nem sempre associamos imediatamente à falta de um mineral.

O que pouca gente sabe é que o magnésio não é uma substância única. Ele sempre vem associado a outro composto que determina como ele vai ser absorvido pelo intestino, em que quantidade vai chegar às células e em qual tecido vai atuar com mais eficiência. 

Ignorar essa diferença é o principal motivo pelo qual tantas pessoas suplementam por meses sem perceber nenhuma melhora.

A deficiência de magnésio é mais comum do que parece

A maior parte do magnésio do organismo está armazenada nos ossos e no interior das células, não no sangue. Por isso, um exame sérico dentro da normalidade não descarta uma deficiência funcional nos tecidos. 

Pacientes com alimentação rica em ultraprocessados, estresse crônico, consumo habitual de álcool ou uso prolongado de certos medicamentos — como diuréticos e inibidores de bomba de prótons — têm risco elevado de esgotamento das reservas sem que isso apareça nos exames convencionais.

No consultório, costumo explicar que o magnésio funciona como um regulador do sistema nervoso. Quando ele está em baixa, o sistema nervoso fica mais "excitado" do que deveria: os músculos ficam mais tensos, o sono fica mais agitado, a sensação de ansiedade aumenta e a dor crônica se intensifica. Reequilibrar os estoques não resolve tudo, mas muda de forma bastante perceptível a qualidade de vida do paciente.

Os diferentes tipos de magnésio e o que cada um faz no corpo

Não existe um tipo de magnésio universalmente superior. O que existe são formas com perfis distintos de absorção e de atuação. Entender isso muda completamente a forma de pensar na suplementação.


Bisglicinato de magnésio

O magnésio nessa forma é ligado ao aminoácido glicina, o que torna a absorção mais eficiente e praticamente elimina o desconforto intestinal. A glicina também tem efeito calmante sobre o sistema nervoso.

Indicado para: quem tem dificuldade para relaxar, sono agitado ou tensão muscular noturna.


Malato de magnésio

Aqui o magnésio é combinado ao ácido málico, uma substância que participa diretamente da produção de energia dentro das células.

Indicado para: quem sente cansaço persistente e dores musculares sem uma causa aparente.


Taurato de magnésio

Nessa versão, o magnésio vem associado à taurina — um aminoácido que atua no coração e no sistema nervoso. Tem sido estudado pela influência sobre a excitabilidade nervosa e a regulação cardiovascular.

Indicado para: quem tem queixas de palpitações, sensação de tensão ou instabilidade do sistema nervoso.

Citrato de magnésio

Uma das formas mais estudadas e documentadas em pesquisas clínicas. Tem boa absorção intestinal e é amplamente utilizada como base de reposição geral de magnésio.

Indicado para: reposição diária como suporte ao funcionamento geral do organismo.

 

Ascorbato de magnésio

O magnésio é combinado à vitamina C. Além de repor o mineral, oferece o benefício antioxidante do ácido ascórbico. Tem boa tolerabilidade gástrica.

Indicado para: quem quer repor magnésio com um bônus de proteção antioxidante.

Carbonato de magnésio

Tem absorção mais limitada em comparação às formas queladas. Em uma fórmula com várias fontes, contribui para completar a dose total do mineral.

Indicado para: complementação dentro de fórmulas compostas.

Óxido de magnésio

Tem menor biodisponibilidade individual — ou seja, o corpo absorve uma fração menor do que é ingerido. Em uma formulação com formas de alta absorção, atua de forma complementar.

Indicado para: complementação dentro de fórmulas compostas, não como fonte única.



Como ler o rótulo antes de comprar qualquer suplemento de magnésio

Antes de indicar qualquer suplemento aos meus pacientes, analiso o rótulo com atenção. Oriento eles a fazer o mesmo. Há três informações que considero essenciais:

1. A forma química precisa estar declarada. O rótulo deve especificar: bisglicinato, malato, taurato, citrato — não apenas "magnésio". Um produto que não informa a forma não está sendo transparente com o consumidor.

2. Observe a quantidade de magnésio elementar. É o magnésio que o organismo realmente aproveita, não o peso total do composto. Dois produtos com "500 mg de magnésio" na embalagem podem entregar quantidades muito diferentes de mineral absorvível dependendo da forma utilizada.

3. Verifique os excipientes. Corantes artificiais, dióxido de silício em excesso e aditivos desnecessários são indicativos de uma formulação de baixo custo. Não representam perigo nas doses normais, mas indicam que a prioridade não foi a qualidade da absorção.


Purenza 7 Magnésios: por que indico para os meus pacientes

O Purenza 7 Magnésios reúne sete formas de magnésio com perfis complementares de absorção e atuação — bisglicinato, malato, taurato, citrato, ascorbato, carbonato e óxido — em dose única diária.

É uma cobertura sistêmica mais ampla: o bisglicinato para o sistema nervoso e o sono, o malato para o metabolismo energético muscular, o taurato para a regulação autonômica e cardiovascular, o citrato como base de reposição eficiente.

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Pergunte ao Dr. Paulo Mariano

1. Posso tomar magnésio junto com outros suplementos ou medicamentos?

Na maioria dos casos, sim. O magnésio tem poucas interações conhecidas com outros nutrientes em doses habituais. No entanto, se você usa medicamentos para pressão arterial, arritmia cardíaca ou para a função renal, recomendo conversar com seu médico antes de iniciar. 

2. Qual é o melhor horário para tomar magnésio?

Depende do objetivo principal. Para quem busca relaxamento muscular e melhora do sono, o período noturno tem vantagem fisiológica — o bisglicinato, em particular, tem papel no sistema nervoso que favorece o uso à noite. 

Para suporte energético e muscular ao longo do dia, junto às refeições principais é uma boa referência. O Purenza 7 Magnésios recomenda duas cápsulas ao dia, preferencialmente com refeição.


3. Tenho problema nos rins. Posso tomar?

Pacientes com insuficiência renal crônica devem ter cautela com a suplementação de magnésio. O uso nesses casos precisa ser avaliado e monitorado pelo nefrologista.


4. Quanto tempo leva para sentir os efeitos?

Não existe um prazo único. Depende do grau de deficiência, da qualidade da alimentação e de fatores individuais como absorção intestinal e nível de estresse crônico. De forma geral, a suplementação de micronutrientes exige consistência .

5. Magnésio ajuda no sono e na ansiedade?

O magnésio tem papel bem documentado na modulação do sistema nervoso. A deficiência está associada a maior excitabilidade neural, o que pode se manifestar como dificuldade para relaxar, sono fragmentado, sensação de tensão e irritabilidade. 

A suplementação não substitui tratamento clínico em quadros de ansiedade estabelecida, mas pode ser uma parte importante do suporte quando há deficiência real por trás dos sintomas.

 

 

Dr. Paulo Mariano
Neurocirurgião especialista em dor
Pós-graduado em Endoscopia de Coluna pelo Hospital Albert Einstein
CRM-ES 7712



 

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